Histórias Bem Contadas - SP - Brasil

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domingo, 7 de setembro de 2014

Castelo Ra Tim Bum - Eu fui!


Eu que sempre fui louca por cenografia e figurinos, não podia perder a chance de ver de perto as criações mais legais que já vi na TV. Méritos da TV Cultura!
Já era uma mocinha (risos!), quando o programa foi ao ar, mas ver os bonecos de perto e interagir com eles, foi tão incrível quanto cruzar com o Selton Mello na Paulista (Avenida).
Brinquei muito!
Compartilho minha HISTÓRIA BEM CONTADA por meio das selfies










































































































































Com Raa Carvalho
Imagens dela, também.

Sapatos que fazem imaginar histórias

De publicação no Facebook.


Adidas

HISTÓRIAS BEM CONTADAS - A peça


Professora e seu Joãozinho.

E vem aí mais uma Bienal de Artes


Imagens: Bienal de Artes de 2010.

E teve Copa!!!


Teve! 
Até eu, que ando meio de mal do futebol (saudade do futebol-arte) não pude deixar de torcer e de apreciar a festa aqui pros lado de onde moro, a famosa Vila Madalena.



Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.

Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

DA BOLA - A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez de bola, recomendando-se nestes casos a laranja, a maçã, o chuchu e a pera. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém quer ficar no gol.

DAS GOLEIRAS - As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para aguentarem o impacto. A distância regulamentar entre uma goleira e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio gol.

DO CAMPO - O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e - nos clássicos - o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.

DA DURAÇÃO DO JOGO - Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

DA FORMAÇÃO DOS TIMES - O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, a esquerda ou a direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

DO JUIZ - Não tem juiz.

DAS INTERRUPÇÕES - No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la. Mande o seu irmão menor.

b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

c) Quando passarem pela calçada:

1) Pessoas idosas ou com defeitos físicos.

2) Senhoras grávidas ou com crianças de colo.

3) Aquele mulherão do 701 que nunca usa sutiã.

Se o jogo estiver empatado em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.

d) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é gol.


DAS SUBSTITUIÇÕES - Só são permitidas substituições:

a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição.

b) Em caso de atropelamento.


DO INTERVALO PARA DESCANSO - Você deve estar brincando.

DA TÁTICA - Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina, é córner.

DAS PENALIDADES - A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA - Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.
 
(Luis Fernando Veríssimo)

LARP - Histórias Extraordinárias - Fantástica Jornada Noite Adentro

Anfitriando

O argumento da Live Action Role Playing Game sai das histórias de Edgar Alain Poe. Eram mais de 30 jogadores - personagens, numa madrugada gelada de inverno paulistano
Eu era Riley Dickens, a anfitriã do baile de máscaras, possivelmente apaixonada por Edgar Baxter, em uma  festa onde tudo podia acontecer.

O ano era 1890, na Nova Inglaterra, local próximo à Boston. 

Neste período quem habitava os livros das prateleiras e cabeceiras e também atormentava em muitos pesadelos era ele: Jack, o Estripador.



Anfitriando

LARP (Live Action Role-playing, ou jogo de interpretação ao vivo em português), usualmente chamado apenas de Live Action (ação ao vivo), é uma das formas de se jogar RPG (Role Playing Game.)
Assim como o RPG é uma evolução ou variação dos jogos de guerra, o Live Action pode ser considerado uma evolução, ou uma variação do RPG.

Em uma Live Action você não imagina o cenário narrado pelo Mestre, mas utiliza o espaço à sua volta como o cenário de jogo
Em uma sessão de RPG comum, cada jogador pega a sua ficha e senta-se à mesa, como em um jogo qualquer, representando ali o seu papel sem nenhuma interação real com outros jogadores. Já na Live Action  representa-se como no Teatro como um ator representaria um papel numa peça teatral. 
 
Não há um texto, mas um contexto e algumas indicações de relações entre as personagens. O desfecho vai sendo construido no decorrer. 
A regra peincipal é entregue-se e 'jogue o jogo'!
 

Anfitriando

Sentindo, já, alguma conspiração...

A última dança

A primeira a ser abatida

Com a Confraria das Ideias, 30/08/2014
Biblioteca Publica Viriato Correia - SP

Informações:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Live_action_%28RPG%29

Quem te viu, quem te vê!

Nos primeiros dias deste ano letivo (2014), este foi um dos primeiros presentes que ganhei  de aluno. 
Ele já era aluno da escola e a irmã dele havia sido 'minha' no ano anterior. Sempre que, por algum motivo, ele lá na sala, me olhava de um jeito estranho, meio ressabiado, meio tímido... Sabe aquele risinho 'de leve' que a gente segura quando está diante de alguém que 'mexe com a gente'? 
E ele, também, já me remexia...


Eu sou a do meio e ele tem dentes

Porque a ficção é muito permissiva!


Ainda bem!!!


E quem nunca sonhou em ser personagem da história de alguém?

Quem nunca???



Bariel é um nome de personagem. Uma personagem que foi escrita para mim numa peça de teatro. Um anjinho menina. Cintia é o nome da atriz que escreveu e a peça ficou em cartaz no antigo Teatro Pirandello, na Rua Major Diogo, em S.P. Isso foi no finalzinho dos anos 90.
Gostei tanto que coloquei o nome na minha coelha, meu primeiro bicho de estimação.

Ei-la pequenina!
Não cheguei a fazer a peça, aliás, fiz, sim, uma pequena substituição, no fim da temporada.
Depois disto, ganhei citação em música e música inteira, também.
Hoje, nas histórias que escrevo, quase sempre tem uma personagem inspirada em alguém, ou algum acontecimento da 'vida real', que vivi ou vi.

*Me sentindo eternizada e eternizando, também!
#gratidão

RECOMEÇANDO...

Olá!

Essa é para você que passa por aqui e tem encontrado nada de novo. 

É que foram tantos os aprendizados e descobertas que não caibo mais em Clownstrofóbicos. Quando estendi meu olhar pelo horizonte, me encantei com tantas coisas lindas e outras formas de fazer que a Cia. ficou pequena para tanto.

Por essas e por outras que virão, a partir de agora (sim, exatamente AGORA!) sou "HISTÓRIAS BEM CONTADAS".

Que a felicidade que sinto neste novo momento se estenda até vocês.
#gratidão

Img: A História de Dois Amores - C.D. de Andrade



sábado, 6 de setembro de 2014

7 de setembro: GRITOmudo!


Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

 

Do pintor paraibano Pedro Américo, Independência ou Morte, quadro de 1.888



Independência do Brasil, 1822
Um dia ainda vamos saber desta história bem direitinho!

Imagens:
Casa do Grito Museu Paulista (Museu do Ipiranga) - SP